Se a crença de alguns cristãos já possui um fervor considerável apenas com a leitura da bíblia, acrescentar armas de fogo no processo de proselitismo contribui de maneira efusiva para o pacto eterno entre Deus e o fiel soldado.

O número de traficantes que se tornaram evangélicos nos últimos anos impressiona. Com uma pistola .40 na cintura, dois pentes no bolso, e uma equipe de segurança armada com metralhadoras, escopetas, revólveres e granadas, os chefes do tráfico choram embalados pelo som da música de adoração à divindade.

Essa realidade tem chamado a atenção da mídia que já consegue perceber que as ofertas de vários cultos têm aumentado exponencialmente. Se o fiel for abençoado nos negócios, mais dinheiro ele terá para doar a sua comunidade religiosa.

A conversão de uma parte da cúpula do Terceiro Comando Puro ao pentecostalismo (seguimento cristão protestante que acredita na existência de dons espirituais, dentre eles, o falar em línguas estranhas) nos diz que os evangélicos podem dominar o Brasil.

A liberdade do traficante escolher sua religião é legítima. Durante muito tempo os traficantes foram em grande parte católicos. E isso nunca constrangeu a Igreja Romana. Hoje, os evangélicos dominam os presídios brasileiros.

A mística da guerra fascina a mente humana. Matar em nome de Deus, soa mais digno do que matar em seu próprio nome.

Vale lembrar que nem todo traficante é ladrão ou assassino. Embora alguns sejam essas duas coisas.

Se a defesa nacional é um mito, a defesa dos locais dominados pelo tráfico é um fato. Ter a benção dos céus pelo trabalho realizado satisfaz a alma do afoito por diversões bélicas.

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