A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) emitiu uma declaração na sexta-feira, na qual ela e o Escritório do Relator Especial para a Liberdade de Expressão (RELE) alertaram sobre a perseguição política na Venezuela no período que antecede as eleições presidenciais de 28 de julho.
No documento, que foi publicado em meio a prisões e bloqueios de sites de verificação de fatos, eles pediram que o Estado acabasse com a repressão e garantisse uma eleição presidencial livre, competitiva e participativa.
“Em 17 de julho, o Presidente e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais, Nicolás Maduro, fez declarações públicas dizendo que se ele não ganhasse a reeleição, o país poderia “cair em um banho de sangue, em uma guerra civil”. Esse tipo de discurso da mais alta autoridade do Estado e das forças de segurança tem o efeito de intimidar e restringir a liberdade política do eleitorado. Essas afirmações geram dúvidas sobre a eventual transferência de poder, dada a possibilidade de um resultado favorável à oposição”, apontaram.
A CIDH e a RELE mencionaram a perseguição de políticos da oposição, o fechamento de empresas para aqueles que apoiam ou prestam serviços ao candidato Edmundo González, o fechamento de meios de comunicação e detenções arbitrárias.
“Esses eventos afetam as instituições democráticas e as liberdades de associação, reunião e expressão, pois desestimulam a participação política da oposição, de seu eleitorado e dos cidadãos em geral”, disseram.
Artigo publicado em The Freedom Post e traduzido por Rodrigo
Nota: o Gazeta Libertária rejeita tanto a idéia de democracia estatal quanto a atividade política. No entanto, é importante expor a verdade sobre a Venezuela, que está sob um regime totalitário que utiliza a força contra qualquer oposição. Inclusive aquelas que não fazem parte da política.
